11 Julho 2009
Orvalhada
09 Julho 2009
Quinta de Santiago
Mais uma actividade do Julho Cultural da USFE. Uma visita guiada pelo professor Joel Cleto à Quinta de Santiago e seu remodelado museu. Uma casa linda. Um dia que valeu mesmo ter vivido.

03 Julho 2009
Festa de final de ano da disciplina de Teatro (3)
Mais um quadro de Augusto Gomes sobre os pescadores e o mar de Matosinhos.
A mulher, com o filho ao colo, vive a angústia da espera do marido foi para a faina e ainda não chegou.
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Matosinhos,
Universidade Sénior Florbela Espanca
01 Julho 2009
Festa de final de ano da disciplina de Teatro (2)
Mais um quadro de Augusto Gomes, teatralizado pelas alunas da disciplina de Teatro da Universidade Sénior Florbala Espanca. As peixeiras de Matosinhos encontram-se, conversam e acabam por discutir a qualidade do peixe que cada uma vai vender. Cada uma acha que o seu peixe é o melhor de todos.
Excelentes interpretações destas senhoras em mais um momento a aplaudir.


Excelentes interpretações destas senhoras em mais um momento a aplaudir.
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Universidade Sénior Florbela Espanca
27 Junho 2009
Eohippus
A Arte que está presente na concepção deste jardim, é a arte equestre e o cavalo puro-sangue lusitano.
Entra-se por um caminho de saibro, guiado por pegadas do cavalo com destino a uma zona central que lembra uma floresta. Nas “paredes” do caminho, que nos leva a uma zona central, vão-se encontrando molduras com poesias de Mário Cezariny. No centro encontramos um puro-sangue lusitano entre dois espelhos.
Eohippus inspira-se no primeiro antepassado do cavalo. Das imagens reflectidas nos espelhos, a mais longínqua pretende representar o Eohippus e, a partir daí, teremos o Orohippus, o Mesohippus e outros antepassados do cavalo central – o puro-sangue lusitano.
Entra-se por um caminho de saibro, guiado por pegadas do cavalo com destino a uma zona central que lembra uma floresta. Nas “paredes” do caminho, que nos leva a uma zona central, vão-se encontrando molduras com poesias de Mário Cezariny. No centro encontramos um puro-sangue lusitano entre dois espelhos.
Eohippus inspira-se no primeiro antepassado do cavalo. Das imagens reflectidas nos espelhos, a mais longínqua pretende representar o Eohippus e, a partir daí, teremos o Orohippus, o Mesohippus e outros antepassados do cavalo central – o puro-sangue lusitano.
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Festival Internacional de Jardins,
Ponte de Lima
25 Junho 2009
Festa de final de ano da disciplina de Teatro (1)
O Professor Falcão, que lecciona a disciplina de Teatro na Universidade Sénior Florbela Espanca preparou os seus alunos para nos brindarem hoje com a teatralização de quadros de Augusto Gomes.
Neste quadro, Augusto Gomes mostra o corpo de mais um pescador que foi para a pesca e o mar devolveu morto.

Reparem na tragédia estampada no rosto da viúva...
... e do ar compungido das amigas que, com ela, velam o corpo de mais um pescador desaparecido.

Isto é o resultado do trabalho de um ano lectivo de pessoas que já terminaram a sua vida profissional activa e que, apesar da idade, continuam a aprender, a conviver, a sentirem-se úteis, estimadas e activas. Uma maneira de gozar "uma nova idade".
Neste quadro, Augusto Gomes mostra o corpo de mais um pescador que foi para a pesca e o mar devolveu morto.
Os meus parabéns a todos os artistas e a minha homenagem ao Professor Falcão.
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23 Junho 2009
Noite de S. João
Não saio na tua noite
Oh meu rico S. João
Mas ainda hei-de ir à janela
Ver se vejo algum balão.
Estou cansada e não gosto
De sardinhas e pimentos
Detesto as marteladelas
E Não gosto de ajuntamentos.
É parca a minha reforma
Nem manjerico eu tenho
Premeia o meu boletim
Que eu jogo com muito empenho.
Oh meu rico S. João
Mas ainda hei-de ir à janela
Ver se vejo algum balão.
Estou cansada e não gosto
De sardinhas e pimentos
Detesto as marteladelas
E Não gosto de ajuntamentos.
É parca a minha reforma
Nem manjerico eu tenho
Premeia o meu boletim
Que eu jogo com muito empenho.
20 Junho 2009
Jardim dos sentimentos
Caminhamos para um futuro onde os valores culturais, históricos, afectivos, lendas, contos de fadas e tradições tendem a desaparecer. Escolhemos como inspiração o “Lenço doa namorados” por ser uma componente fundamental da arte e da cultura da região do Minho.
O jardim é constituído por três níveis horizontais. No primeiro somos cercados pela natureza no estado puro através de flores, pedras e relva. No segundo, que faz a transição para o nível artístico, somos envolvidos por uma infinidade de troncos de madeira, cuja aparência não pertence nem ao estado natural nem ao artístico. No terceiro, pousado sobre o mar de pilares, o mundo artístico ganha forma através de tecidos que fazem referência ao estado final e artificial da arte em si mesma.



O jardim é constituído por três níveis horizontais. No primeiro somos cercados pela natureza no estado puro através de flores, pedras e relva. No segundo, que faz a transição para o nível artístico, somos envolvidos por uma infinidade de troncos de madeira, cuja aparência não pertence nem ao estado natural nem ao artístico. No terceiro, pousado sobre o mar de pilares, o mundo artístico ganha forma através de tecidos que fazem referência ao estado final e artificial da arte em si mesma.
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Ponte de Lima
18 Junho 2009
Pintando (no) (o) jardim
Mais um Festival Internacional de Jardins e mais uma ida minha a Ponte de Lima Cuja Câmara merece todo o meu apreço pela cidade linda que mantém restaurada e limpa. Um exemplo para qualquer autarca.
Este ano o tema é "As Artes no Jardim". Confesso que, relativamente aos anos anteriores, acho que, este ano, há alguns jardins menos bem conseguidos. Vou deixar aqui alguns começando por aqueles que mais apreciei.
Começo pelo Jardim "Pintando (no) (o) jardim".
"A associação da arte ao jardim foi feita, neste caso, através da pintura. As telas brancas, representadas sob a forma de roupa estendida que atravessam um qualquer jardim, servem de suporte à paleta de cores e à criatividade do artista.
Inicia-se o processo criativo… Mas eis que o pintor se deixa inebriar e absorver pelos sons, pelos aromas, pelas formas, pelas brisas e mergulha na paisagem. O pigmento, originalmente contido na tela, liberta-se, transborda sobre os canteiros e invade-os de arte e de cor – a arte pictórica emerge em talhões de cores coloridas.
Da pintura NO jardim, surge a pintura DO jardim."
(Texto retirado do catálogo do Festival)





Este ano o tema é "As Artes no Jardim". Confesso que, relativamente aos anos anteriores, acho que, este ano, há alguns jardins menos bem conseguidos. Vou deixar aqui alguns começando por aqueles que mais apreciei.
Começo pelo Jardim "Pintando (no) (o) jardim".
"A associação da arte ao jardim foi feita, neste caso, através da pintura. As telas brancas, representadas sob a forma de roupa estendida que atravessam um qualquer jardim, servem de suporte à paleta de cores e à criatividade do artista.
Inicia-se o processo criativo… Mas eis que o pintor se deixa inebriar e absorver pelos sons, pelos aromas, pelas formas, pelas brisas e mergulha na paisagem. O pigmento, originalmente contido na tela, liberta-se, transborda sobre os canteiros e invade-os de arte e de cor – a arte pictórica emerge em talhões de cores coloridas.
Da pintura NO jardim, surge a pintura DO jardim."
(Texto retirado do catálogo do Festival)
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Ponte de Lima
17 Junho 2009
1º Congresso da Universidade Sénior Florbela Espanca (III)
Cá estou de novo. E de novo para voltar a falar do Congresso organizado pela Universidade Senior Florbela Espanca.
Na entrada da Câmara Municipal de Matosinhos, o Professor Falcão organizou, a partir de pinturas do matosinhense Augusto Gomes, quadros vivos com os seus alunos de teatro.
Por os considerar espantosos, aqui os deixo para quem apreciar.




Na entrada da Câmara Municipal de Matosinhos, o Professor Falcão organizou, a partir de pinturas do matosinhense Augusto Gomes, quadros vivos com os seus alunos de teatro.
Por os considerar espantosos, aqui os deixo para quem apreciar.
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Universidade Sénior Florbela Espanca
12 Junho 2009
Saudade é amor que fica
O meu dia hoje é de luto e de homenagem ao meu primo Manuel Guerra Junqueiro. Um primo da minha mãe que sempre esteve presente em todas as reuniões de família. Não posso ir a Freixo de Espada à Cinta para lhe dizer o último adeus. Mas fica comigo o seu sorriso amável, a amizade que a todos tinha e a uma saudade boa.
11 Junho 2009
Coimbra no mesmo sítio
Estive ausente uns dias. Fui a Coimbra comemorar os anos da minha irmã do meio, que foram ontem. A minha irmã mais velha veio da Ponte da Barca, eu fui do Porto, a penúltima, a contar de baixo, veio de Faro. Só faltou mesmo a mais nova, que vive em Setúbal. Como podem ver, eu e as minhas irmãs controlamos o país do Minho ao Algarve.
E assim estiveram quatro das cinco irmãs a cantar os "Parabéns a você".
Juntaram-se as quatro gerações quer do lado da minha irmã quer do do meu cunhado. Que maravilha!
É bom quando a família alargada se junta. Senti a falta da minha irmã mais nova, do meu cunhado e das minhas sobrinhas.
Pena que ninguém tenha casa para juntar a família toda. Só a minha mãe tem cinco filhas, quatro genros, 14 netos e 10 bisnetos e meio.
Como passei o dia de Portugal rodeada de gente e barulho, não faço ideia se o PR me atribuiu alguma condecoração. Se alguém souber de alguma coisa, por favor diga-me.
E assim estiveram quatro das cinco irmãs a cantar os "Parabéns a você".
Juntaram-se as quatro gerações quer do lado da minha irmã quer do do meu cunhado. Que maravilha!
É bom quando a família alargada se junta. Senti a falta da minha irmã mais nova, do meu cunhado e das minhas sobrinhas.
Pena que ninguém tenha casa para juntar a família toda. Só a minha mãe tem cinco filhas, quatro genros, 14 netos e 10 bisnetos e meio.
Como passei o dia de Portugal rodeada de gente e barulho, não faço ideia se o PR me atribuiu alguma condecoração. Se alguém souber de alguma coisa, por favor diga-me.
07 Junho 2009
1º Congresso da Universidade Sénior Florbela Espanca (II)
Nos Momentos de Arte, exterior à USFE porque na USFE há muita Arte e muito artista, tivemos connosco a bailarina Bibiana Neves...
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Universidade Sénior Florbela Espanca
05 Junho 2009
1º Congresso da Universidade Sénior Florbela Espanca (I)
"A Universidade Sénior Florbela Espanca é uma iniciativa dos Lions de Matosinhos, da Câmara de Matosinhos e da Associação Empresarial do Concelho de Matosinhos.
A USFE defende que o acréscimo de saber, o convívio e o interesse pelo mundo que nos rodeia, contribuem para o aumento da qualidade de vida, a saúde e a felicidade em todas as etapas da vida. Achamos, por isso, que a USFE tem também, para além do seu alcance cultural, uma perspectiva social importante na vida da cidade.
Apostamos na qualidade de atendimento e de ensino, apoiados num núcleo de profissionais e professores devidamente credenciados, já com provas dadas neste sector do ensino."
(http://usfe.no.sapo.pt/)
Hoje decorreu, durante todo o dia no Salão Nobre da Câmara Municipal de Matosinhos, o 1º Congresso da Universidade Sénior Florbela Espanca "Uma Nova Idade".
Estão de parabéns todos. A Direcção da USFE, os alunos da USFE, os companheiros do Lions Clube de Matosinhos, os Conferencistas, os que nos proporcionaram momentos lindos de arte e todos os que puderam passar um dia "cheio de sumo".
Não posso, num único post, colocar uma dia tão grande. Hoje só falo dos conferencistas que foram, todos eles, brilhantes nas suas intervenções.
O primeiro foi o professor Nuno Grande que falou sobre "A integração do idoso na sociedade".
Seguiu-se, ainda parte da manhã, o Professor Walter Ossvald com a intervenção "Uma Vida Ética". Um comunicador espantoso.
Da parte da tarde, a primeira conferencista foi a professora Zélia Macedo Teixeira com o tema "O Optimismo - Regresso ao Futuro"
O último conferencista, que nos falou de "Espiritualidade Sénior" foi o Bispo D. Carlos Azevedo.
Houve, ainda, intervenções de vários professores e alunos da USFE na "Universidade em Reflexão" e momentos divinos de dança, poesia e música. Estes ficam para a próxima.
A USFE defende que o acréscimo de saber, o convívio e o interesse pelo mundo que nos rodeia, contribuem para o aumento da qualidade de vida, a saúde e a felicidade em todas as etapas da vida. Achamos, por isso, que a USFE tem também, para além do seu alcance cultural, uma perspectiva social importante na vida da cidade.
Apostamos na qualidade de atendimento e de ensino, apoiados num núcleo de profissionais e professores devidamente credenciados, já com provas dadas neste sector do ensino."
(http://usfe.no.sapo.pt/)
Hoje decorreu, durante todo o dia no Salão Nobre da Câmara Municipal de Matosinhos, o 1º Congresso da Universidade Sénior Florbela Espanca "Uma Nova Idade".
Não posso, num único post, colocar uma dia tão grande. Hoje só falo dos conferencistas que foram, todos eles, brilhantes nas suas intervenções.
O primeiro foi o professor Nuno Grande que falou sobre "A integração do idoso na sociedade".
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02 Junho 2009
Lenda da Imagem do Bom Jesus de Matosinhos
Hoje é feriado na terra que adoptei como minha. É o dia grande das festas do Senhor de Matosinhos.
A Igreja do Bom Jesus de Matosinhos, eregida no século XVI, está classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1982. Já resta pouco desse templo inicial. A igreja foi profundamente alterada no século XVIII. A partir de 1743, Nicolau Nasoni levantou as paredes laterais e produziu uma fachada barroca totalmente nova. Durante o século XVIII o interior da igreja foi coberto, de um modo significativo, por talha dourada, ao gosto do barroco.
A Igreja fica para uma próxima oportunidade. Hoje fico-me pela lenda.
"Lenda da Imagem do Bom Jesus de Matosinhos
A Imagem do Bom Jesus de Matosinhos é a mais antiga representação existente em Portugal, esculpida em madeira, de um Cristo crucificado em tamanho natural.
Embora tipologicamente seja possível enquadrar esta escultura na transição do românico para o gótico, e datá-la entre os últimos anos do século XII e os primeiros do XIV, a origem lendária deste crucifixo está, no entanto, profundamente enraizada na comunidade e na tradição popular. Segundo esta, o autor da imagem é Nicodemos, personagem bíblica que, com a ajuda de José de Arimateia, retirou Cristo da cruz e o depositou no sepulcro. Impressionado com os acontecimentos que testemunhara, e porque era bastante dotado para o trabalho em madeira, Nicodemos resolve esculpir diversas imagens de Cristo crucificado, sendo auxiliado nesse seu trabalho pela circunstância de possuir o santo sudário – o tecido que, por ter envolvido o ensanguentado corpo de Cristo, reproduzia fielmente a imagem e as feições de Jesus.
Estas imagens não permanecerão, contudo, muito tempo na sua posse. Sendo comprometedores indícios face às perseguições de que os cristãos são vítimas por parte dos judeus e romanos, Nicodemos lança as suas imagens às águas do Mediterrâneo.
A mais bela e perfeita de todas, a que melhor reproduzia a face de Cristo – por sinal a primeira que havia sido esculpida – depois de cruzado o estreito de Gibraltar e sulcado o Atlântico junto às costas portuguesas, acabou por ser depositada pelas águas na praia do Espinheiro, junto ao lugar de Matosinhos. Estávamos, ainda segundo a lenda, no dia 3 de Maio do ano 124.
Recolhida a imagem na praia pela população, constatou-se, contudo, que lhe faltava um dos braços. No local não se encontrou o membro em falta e, por muitos braços que se tenham mandado fazer aos melhores artífices, nenhum encaixava de forma perfeita no ombro amputado. E assim, resignados, deixam ficar a imagem resguardada no Mosteiro de Bouças, localizado não muito longe do local do seu aparecimento. Até que...
Cinquenta anos depois, na praia, uma pobre mulher recolhe lenha. De regresso a casa observa, estupefacta, que um grande pedaço de madeira teima em, milagrosamente, saltar do fogo sempre que para ele era lançado. Milagre reforçado por ter sido uma jovem filha a indicar à mãe que a lenha em questão era o membro ausente na imagem do Senhor guardado no Mosteiro de Bouças. Facto que em si não encerraria nada de especial não fosse a circunstância de, até aquele momento, a miúda ter sido surda-muda de nascença...
Rapidamente aplicado no crucifixo, de imediato se constatou estar em presença do braço até aí extraviado. Começava assim a veneração desta imagem que, desde muito cedo, fez rumar a Bouças e, depois da sua transferência no século XVI para a nova igreja, a Matosinhos, inúmeros peregrinos e romeiros fascinados com a fama crescente dos seus milagres que, desde então, não deixaram de se multiplicar.
Independentemente da lenda, a referência histórica e documental mais antiga, até agora conhecida, à imagem e à devoção que lhe está associada data de 1342."
(texto de Joel Cleto - licenciado em História e Mestre em Arqueologia é, talvez, o homen que mais sabe da história de Matosinhos)
A Igreja do Bom Jesus de Matosinhos, eregida no século XVI, está classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1982. Já resta pouco desse templo inicial. A igreja foi profundamente alterada no século XVIII. A partir de 1743, Nicolau Nasoni levantou as paredes laterais e produziu uma fachada barroca totalmente nova. Durante o século XVIII o interior da igreja foi coberto, de um modo significativo, por talha dourada, ao gosto do barroco.
A Igreja fica para uma próxima oportunidade. Hoje fico-me pela lenda.
"Lenda da Imagem do Bom Jesus de Matosinhos
A Imagem do Bom Jesus de Matosinhos é a mais antiga representação existente em Portugal, esculpida em madeira, de um Cristo crucificado em tamanho natural.
Embora tipologicamente seja possível enquadrar esta escultura na transição do românico para o gótico, e datá-la entre os últimos anos do século XII e os primeiros do XIV, a origem lendária deste crucifixo está, no entanto, profundamente enraizada na comunidade e na tradição popular. Segundo esta, o autor da imagem é Nicodemos, personagem bíblica que, com a ajuda de José de Arimateia, retirou Cristo da cruz e o depositou no sepulcro. Impressionado com os acontecimentos que testemunhara, e porque era bastante dotado para o trabalho em madeira, Nicodemos resolve esculpir diversas imagens de Cristo crucificado, sendo auxiliado nesse seu trabalho pela circunstância de possuir o santo sudário – o tecido que, por ter envolvido o ensanguentado corpo de Cristo, reproduzia fielmente a imagem e as feições de Jesus.
Estas imagens não permanecerão, contudo, muito tempo na sua posse. Sendo comprometedores indícios face às perseguições de que os cristãos são vítimas por parte dos judeus e romanos, Nicodemos lança as suas imagens às águas do Mediterrâneo.
A mais bela e perfeita de todas, a que melhor reproduzia a face de Cristo – por sinal a primeira que havia sido esculpida – depois de cruzado o estreito de Gibraltar e sulcado o Atlântico junto às costas portuguesas, acabou por ser depositada pelas águas na praia do Espinheiro, junto ao lugar de Matosinhos. Estávamos, ainda segundo a lenda, no dia 3 de Maio do ano 124.
Recolhida a imagem na praia pela população, constatou-se, contudo, que lhe faltava um dos braços. No local não se encontrou o membro em falta e, por muitos braços que se tenham mandado fazer aos melhores artífices, nenhum encaixava de forma perfeita no ombro amputado. E assim, resignados, deixam ficar a imagem resguardada no Mosteiro de Bouças, localizado não muito longe do local do seu aparecimento. Até que...
Cinquenta anos depois, na praia, uma pobre mulher recolhe lenha. De regresso a casa observa, estupefacta, que um grande pedaço de madeira teima em, milagrosamente, saltar do fogo sempre que para ele era lançado. Milagre reforçado por ter sido uma jovem filha a indicar à mãe que a lenha em questão era o membro ausente na imagem do Senhor guardado no Mosteiro de Bouças. Facto que em si não encerraria nada de especial não fosse a circunstância de, até aquele momento, a miúda ter sido surda-muda de nascença...
Rapidamente aplicado no crucifixo, de imediato se constatou estar em presença do braço até aí extraviado. Começava assim a veneração desta imagem que, desde muito cedo, fez rumar a Bouças e, depois da sua transferência no século XVI para a nova igreja, a Matosinhos, inúmeros peregrinos e romeiros fascinados com a fama crescente dos seus milagres que, desde então, não deixaram de se multiplicar.
Independentemente da lenda, a referência histórica e documental mais antiga, até agora conhecida, à imagem e à devoção que lhe está associada data de 1342."
(texto de Joel Cleto - licenciado em História e Mestre em Arqueologia é, talvez, o homen que mais sabe da história de Matosinhos)
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01 Junho 2009
31 Maio 2009
A ver a banda passar...
Não sou muita amiga das festas populares mas ontem calhou-me estar de serviço na Tômbola do Lions Clube de Matosinhos, nas Festas do Senhor de Matosinhos.
Tive a sorte de ver passar a banda e os gigantones. Adoro bandas e lamento que os lindos coretos que há por este país fora não tenham, de vez em quando, uma banda a tocar. Era uma tradição que merecia voltar a ser habitual.
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30 Maio 2009
As flores do 8º E
Mas, esta semana, os alunos do 8º E, a quem eu leccionava a disciplina de Ciências Físico-Químicas e a área curricular não disciplinar de Área de Projecto, telefonaram-me a pedir para ir ver a apresentação do resultado do projecto iniciado por mim e continuado pelo professor que me substituiu. Além do blog “Os vinte e a Terra” eles deram corpo a uma revista na qual duas páginas eram ocupadas por uma entrevista que me fizeram. Não podia desiludir os meus alunos e, ontem à noite, enchi-me de coragem e lá voltei a entrar naquela escola.
A apresentação deles foi muito interessante e, no final, chamaram-me ao palco, bem como ao professor que me substituiu para darem um ramo de flores a cada um como agradecimento pelo apoio na realização do projecto. Foi uma surpresa que me deixou sem fala e com o coração cheio de alegria.
Mais uma medalha que ficará guardada no coração, na revista e na fotografia.
29 Maio 2009
Ou isto ou aquilo
Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . .
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.
Cecília Meireles
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . .
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.
Cecília Meireles
27 Maio 2009
26 Maio 2009
25 Maio 2009
Parabéns
24 Maio 2009
22 Maio 2009
Pôr do sol em Ofir
21 Maio 2009
20 Maio 2009
19 Maio 2009
18 Maio 2009
17 Maio 2009
16 Maio 2009
A decadência e o mau gosto lado a lado
Cristo Rei
É um monumento que me não agrada particularmente. Primeiro, querer copiar o Cristo Redentor do Rio de Janeiro, é “pobrezinho”. Segundo, não lhe encontro grande beleza. Mas reconheço que constitui um ícone de Almada, e de Lisboa, e que a vista sobre Lisboa é linda.
O Papa João XXIII não esteve presente na inauguração mas enviou uma mensagem de rádio que foi transmitida. Segundo o Cardeal Cerejeira o monumento seria sempre um sinal de gratidão pelo dom da paz. Assim seja.
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